antireckordz

2011/10/14

ZINE PEST #1 JÁ DISPONÍVEL!!! (OU, PARA ONDE VAI O $$$ EXCEDENTE DESSES TRABALHOS)

Filed under: Uncategorized — antireckordz @ 12:47 am

E aqui está. A primeira edição do “novo filho”. O Jornal Antimidia circulou de 1999 a 2009, teve 22 edições e, nos tempos áureos elas chegaram as 15.000 cópias por edição. Nunca foram menos de 5000, o que, fazendo um cálculo pelo mínimo, não dá menos do que 110.000 jornais independentes e gratuitos falando sobre punk, hardcore e sobre bandas que jamais se ouviria falar nas rádios e revistas por aí. Mas é um fato inegável: Me perdi um pouco nos últimos anos do jornal. Por “N” motivos que não acrescentariam nada aqui ficar dissertando sobre. Prefiro lembrar das coisas boas, dos grandes amigos, das ótimas entrevistas e dos bons momentos que ele me trouxe.

Quando resolvi fazer esse novo jornal, a primeira coisa que pensei foi que queria fazer um zine PESSOAL. Não queria mais ser condicionado a um formato “revista”, musical e informativo, sem desmerecer o Antimidia e zines ótimos que mantém o formato. Apenas porque fiz isso por 10 anos, e hoje não é mais o que me move a escrever. E o grande barato de fazer zine pessoal, que é onde eu comecei, lá atrás em 1987, muito antes de se imaginar algo como um blog, por exemplo, é que você fala o que quer, sobre o que quiser, pois são as SUAS coisas, acima de tudo.

Outra coisa fundamental nesse impulso ao “retorno aos zines” foi ter finalmente adquirido a 5ª edição do livro “O Que É Punk?” de Antônio Bivar e ter encontrado várias menções ao Jornal Antimidia lá (Bivar foi colunista do Antimidia por um bom tempo). Senti que era hora de voltar “a ativa”, como dizem por aí rsrsrs

Pouca gente sabe, mas meu trabalho mesmo, de onde tiro o dinheiro para pagar minhas contas, não vem do Dance of Days. Tenho uma pequena agência de agendamento de shows para bandas novas e trabalho com, no máximo 3 por vez, pra fazer um lance legal e dedicado mesmo, usando o que aprendi em todos esses anos de estrada para conseguir caminhos e oportunidades a novos artistas. É um trabalho envolvido com música mas não deixa de ser um trabalho. E paga as contas rsrsrs Bom, combinei um “aperto de cintos” nessas contas de casa aqui com minha patroinha e, de Abril a Setembro, guardei tudo o que pude desse meu trabalho, o pouco também que conseguia ter de lucro nos festivais pequenos e até o que conseguia guardar com o trabalho aqui com a Antireckordz. Isso tudo, mais economias também desses 6 meses de todos cachês que pude guardar do Dance of Days e com a ajuda na disciplina financeira por parte da patroinha, juntei o suficiente para deixar pagas TRÊS EDIÇÕES desse novo jornal, pra começar direito mesmo, com periodicidade e afinco. Ou seja, se você trabalhou comigo na agência durante esse período e, principalmente, se você participou de algum ANTIFEST ou de qualquer trabalho da Antireckordz, seja a “Rock São Paulo” ou a “Manual de Resistência”, saiba que tem uma parte de sua colaboração aqui, neste jornal independente que hoje você segura em suas mãos, e eu jamais esquecerei. Sou muito grato.

E o resultado está aí. Pronto. Circulando. Juro que não imaginei ter metade dos apoios que tive, não só dos anunciantes, que foram fundamentais, mas de todos amigos que incentivaram e me fizeram lembrar da força que um bom zine periódico tem numa cena. São 5000 exemplares, gratuitos e levando a palavra livre, fora de toda essa mentira virtual de milhares de acessos e profiles fakes de redes sociais. Zine. Verdade. Físico. Tinta no papel.

É claro que algumas coisas vão mudar e o zine ainda vai demorar mais uma ou duas edições até pegar seu formato final mesmo, da mesma maneira que aconteceu com o Antimidia. Os anúncios de  meia página, por exemplo, vão mudar dos que sairam nessa edição, de 17 X 24 para anuncios menores, de 12 X 24, pois só depois do zine montado percebi que estavam grandes demais e que poderia ter colocado mais conteúdo. Devido a falta de espaço, a parte de indicações de filmes, por exemplo, acabou não entrando nessa edição. Mas decidi manter o formato que tinha acordado com meus amigos que anunciaram aqui pois, afinal, quem fez a proposta fui eu e, na ansiedade, fui fazendo sem montar um “boneco” pra visualizar. Acontece. Vamos ajeitando nas próximas.

Outra coisa, a seção de colunas não estava no zine. E eu percebi isso um dia antes de ir pra gráfica. As seções de colunistas sempre foram o que eu mais lia nos zines. MRR, Heartattack, Slug´n´Lettuce… Não tinha como eu começar o meu sem uma! Aí escrevi pra alguns amigos, que fiz questão de serem bem diferentes entre si, mas com que fecho em vários pontos com as posturas (afinal, esse é um zine pessoal) e eles correram pra fazer tudo isso aqui numa noite só e me ajudar. Agradeço demais. Se tudo der certo, o objetivo da edição de Janeiro é subir de 12 pra 16 páginas, mantendo a tiragem de 5000.

E é isso. Esse é um momento de muita realização pra mim. O zine PEST já começa com três edições praticamente pagas, Outubro, Janeiro e Abril, e com distribuição não só em SP mas em mais de 10 estados, graças a cooperação e a amizade que só a cena independente e o espírito DIY podem oferecer. Faça sua parte. Faça um zine. Escrever num blog é um sussurro num estádio de futebol lotado e histérico. Colocar um zine no mundo é ter o estádio em mãos pois é intervir na história, é fazer parte fisicamente de tudo o que está acontecendo e, é claro, do que está para acontecer… E do que VAI acontecer… e como vai.

* Para adquirir sua cópia peça informações pelo email terrorzinho.wordpress@gmail.com

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